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GEA compra mais de R$ 500 mil em produtos da agricultura familiar de Macapá e Santana

Por: Ailton Leite e Comunicação Rurap - 29/11/2017 - 23:42

Somente este ano, o governo do Estado realizou mais de 20 feiras na capital.

A última feira deste ano do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Macapá, recebeu nesta quarta-feira, 29, a produção de mais de 70 agricultores da capital e do município de Santana, no valor de R$ 62 mil. Desenvolvida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Rurap), a feira aconteceu no Projeto Minha Gente, bairro Jardim Felicidade, zona norte de Macapá. Somente este ano, o governo do Estado realizou mais de 20 feiras na capital, que injetaram mais de R$ 500 mil na economia local.

Segundo o chefe de Unidade Local do Rurap, Aristóteles Nunes, o programa de aquisição de alimentos funciona através da modalidade de doação simultânea. Os agricultores são cadastrados no sistema e têm cada um, durante o ano, a margem de até R$ 6.500 em vendas de seus produtos para o governo. “Vai de acordo com a disponibilidade de cada agricultor. Se ele tem condição apenas de entregar três, quatro mil em produtos, assim o faz. Só não pode exceder o valor fixado”, explica.

O programa

Os agricultores passaram por um processo de visita em que suas produções foram averiguadas. Em seguida, foram cadastrados no sistema do Ministério da Agricultura. “Se o produtor estiver dentro dos critérios exigidos por eles [Ministério da Agricultura], o valor é liberado pelo o sistema e nós [Rurap] adquirimos a sua produção”, explicou Aristóteles.

Isso acaba vedando a participação dos chamados atravessadores – que são aquelas pessoas que adquirem o produto direto do agricultor e revendem por preço acima do comprado para tirar lucro.

Somente produtos que não passam por processo de industrialização, como animais vivos – frango e peixes – e agrícolas variados desde as hortaliças e as frutíferas podem ser comercializados através do programa.

Destinação

Finalizado o processo de entrega dos produtos pelos agricultores, toda produção adquirida durante a feira é doada através de um termo de entrega para a Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (SIMS), que posteriormente repassará às entidades cadastradas pela secretaria.

O chefe da Unidade Local do Rurap ressaltou que antes da implantação do programa os agricultores não tinham outra via de escape que pudessem escoar o excedente das suas produções. Com a implantação do PAA, os agricultores passaram a se planejar e com isso, garantir renda extra com a venda dos seus produtos para o programa.

“Isso é benéfico para eles. Tem agricultores que melhoraram a infraestrutura de suas propriedades, já outros pagam a faculdade dos filhos, a partir dos recursos da feira do PAA”, concluiu Nunes.